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Os perigos de carga pequena demais para um gerador de energia a diesel

O gerador é acionado, e não muito tempo depois vê-se uma fumaça branca e óleo saindo pelo escapamento. Ele é novo, e testado, diesel de boa qualidade... O que será que aconteceu? Este é o sintoma clássico de um gerador diesel trabalhando com carga muito abaixo de sua especificação. E é um erro mais comum do que se imagina. Ao ligar um gerador de 100 kVA para alimentar uma carga que consome 10 kVA, ele não irá trabalhar “tranquilamente” como se poderia deduzir de modo leigo. Pelo contrário, ela estará fazendo um esforço maior do que se estivesse com carga máxima. Por que isso acontece?

Em primeiro lugar, é importante entender que os grupos geradores são projetados para funcionar com carga. Isto pode parecer trivial, mas dimensionar e acionar um grupo gerador adequadamente é essencial para a disponibilidade e longa vida do motor. Os intervalos de manutenção do fabricante e a projeção de vida útil dos componentes são baseados em dados estatísticos de operações com carga de trabalho adequada.

A operação incorreta do grupo gerador pode resultar em potência reduzida, danos em componentes, redução da vida útil e paralisações não programadas.

De modo geral, grupos geradores a diesel, standby e prime, são projetados para operar com carga entre 50 e 85 por cento, enquanto os grupos a diesel contínuos operam melhor com carga entre 70 e 100 por cento. Operar conjuntos geradores a diesel com cargas inferiores a 30 por cento por períodos extensos pode impactar a vida útil do motor. Isto porque ele precisa atingir uma temperatura mínima para funcionar adequadamente, o que não é atingido com carga abaixo do especificado.

A consequência mais comum da subcarga é o vazamento de lubrificante no coletor de escape, ou carbonização, que é um líquido preto e oleoso que pode vazar das juntas do escape quando o motor não alcança as temperaturas e pressões mínimas. Vazamentos visíveis no motor não necessariamente indicam um problema, mas sinalizam possível subcarga, baixa temperatura ambiente ou temperatura dos dutos de refrigeração muito reduzida. Além disso, longos períodos de operação em cargas menores podem causar depósitos de material atrás dos anéis dos pistões, nas velas de ignição ou dentro dos cilindros, o que pode levar a perda de potência, baixo desempenho, desgaste acelerado e em casos extremos, danos ao revestimento dos cilindros.




Mas se em determinadas situações, for absolutamente necessário operar com cargas baixas, existem alguns procedimentos para minimizar seu impacto, em especial uma manutenção específica para este tipo de situação. Após a subcarga, os conjuntos geradores devem ser colocados para funcionar com cargas maiores (você pode usar um banco de cargas, por exemplo), para aumentar a pressão e a temperatura nos cilindros, o que vai limpar os depósitos da câmara de combustão. Operações contínuas com cargas baixas exigem um plano de manutenção mais agressivo para reduzir o desgaste excessivo de componentes e podem requerer modificações no motor.

A subcarga do sistema de força impacta tanto os componentes individuais quanto o desempenho geral, por isso ela não deve ser desconsiderada. Enquanto a solução simples é operar grupos geradores às cargas de acordo com os requerimentos do projeto, a verdade é que as necessidades do sistema mudam às vezes. Isto transforma a subcarga em algo comum no campo da geração de energia — especialmente em aplicações standby. Entretanto, os efeitos da subcarga podem ser minimizados com um plano de operação e manutenção meticuloso para preservar a saúde do sistema e evitar custos extras pelo caminho.


Níveis de carga em percentuais de potência nominal máxima contínua
 0-25%   Carga extremamente baixa 
 25-40%   Carga baixa 
 40-80%   Carga normal de operação do gerador 
 80-90%   Carga alta 
 90-100%   Carga extremamente alta 


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